segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Teias que a nova procura de império tece




As teias que o império colonial tece acabam por coincidir com a própria democracia, quando os traficantes do negocismo, os compradores de poder e outros influentes passam a controlar o novo império-sombra da integração europeia, tudo revelando o castiço provincianismo das relações entre a política e os negócios, num tempo de transição onde velhos traficantes de influência, os patos-bravos e os próprios contrabandistas, se fazem gestores de excelência e beneméritos, com banqueiros à maneira de Dona Branca a serem elevados, pelo jogo da pirâmide da pretensa engenharia financeira, a paradigmáticos seres de sucesso.


As teias que o império tece acabam por enredar-nos na democracia pós-revolucionária e pós-colonial, porque os negocistas, traficantes, compradores de poder e outros influentes passam a usar os mesmos meios, embora ao serviço de outros fins, nomeadamente da cooperação, e da integração europeia que se lhe associa, com os restos de império colonial a assumirem as novas missões civilizacionais dos homens de sucesso, feitos excelentes gestores e beneméritos, com os mesmos homens de borracha executando a cantilena do patrão, mesmo que um trator lhes passe por cima.