segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Agradeço a todos os povos do império que quiseram ser independentes


É evidente que não posso ter saudades de futuro face a um modelo que produziu o colonialismo, a escravatura e o racismo, o lado sombrio de um outro luminoso sonho que o tempo não quis cumprir. E tenho de agradecer a todos esses povos o facto de quererem ser independentes.
A melhor forma de continuarmos a procurar Portugal fora de Portugal passa por acedermos ao universal, tecendo futuros laços que venham a estabelecer-se entre essas várias pátrias da mesma língua comum, que pode ser mátria. Uma supernação intermediária, feita de várias nações, a caminho de uma supernação futura, ou república maior. Porque aquilo a que chamamos comunidade dos países de língua portuguesa ainda é imperfeito esboço de um mais vasto sonho que, dia a dia, as plurais identidades e culturas podem referendar, pela comunidade das coisas que se amam