segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Américo Olavo, o esquecido.



Como o revisionismo da história dos vencedores pode condenar alguns nomes ao silêncio... É surpreendente como o primeiro português a receber uma Torre e Espada na Grande Guerra, tem sido suprimido dos registos históricos da escola onde foi aluno. Estou a falar de Américo Olavo Corrêa de Azevedo (1882-1927). Diplomado pela Escola Colonial (1912). Curso de infantaria e de direito. Fez parte do CEP, sendo preso pelos alemães depois de La Lys (1918-1919). Ministro da guerra de 8 de março a 6 de julho de 1924. Como jovem turco, fez parte do gabinete do ministro da guerra de 1910-1911. Deputado (1911-1917 e 1919-1925). Alinhou sempre com Álvaro de Castro. Autor de "Na Grande Guerra", Lisboa, Guimarães, 1919. Uma explicação simples para a ignorância ou a má-fé: entre os republicanos, não era afonsista. Entre os salazarentos, era resistente à ditadura e, ainda por cima, maçom, desde 1901, com o nome simbólico de "Babeuf".