segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Ipiranga (1822)


Abandonando-se o sonho do reino unido e desconhecendo-se o resto do império, fica o recurso às boas intenções dos mercados, como se eles pudessem surgir de um conglomerado empresarial com vontade de domínio, mas sem estruturas de poder.

Situando a questão separatista num plano da estratégia e das relações internacionais, podemos observar que a união de Portugal com o Brasil, elevando tal hipótese de comunidade política a uma das primeiras comunidades políticas do mundo, nunca seria admitida por quem, nesse momento, se situava no vértice da hierarquia das potências. Britânicos, franceses e austríacos, quando assistem à derrocada do poder de Madrid, jamais permitindo que, da península ibérica, ou do Rio de Janeiro, possa vir qualquer lampejo do género.