domingo, 11 de setembro de 2016

Lisboa sempre foi do outro, do exótico e do doméstico



Com Fernão Mendes Pinto, na Peregrinação, mostra-se o nosso lado não épico, dos aventureiros, dos portugueses que pulam a cerca, de piratas a gente que fica em miscigenação com os locais. Os que se tornam tão tisnados da viagem quanto os nossos rústicos, os domésticos outros do interior português que ao cheiro da canela de aproximavam das cidades e da corte, transformando Lisboa numa cidade feita por subscrição nacional e por cerca de 20% de importados da expansão, nomeadamente criados e escravos negros, alguns deles a terem ensinamentos de grego e latim, como relata Nicolau Clenardo