segunda-feira, 5 de setembro de 2016

O pai da Escola


Ernesto Júlio de Carvalho e Vasconcelos (1852-1930). Maçom (Abduloy), ascende ao conselho da ordem. Oficial da Armada. Engenheiro hidrógrafo. Faz o levantamento da foz do Zaire. Negoceia em Londres, a questão do Barotze, juntamente com Aires de Ornelas, ambos por indicação do rei D. Carlos, elaborando memória sobre a matéria. Deputado progressista. Chefe de gabinete do ministro Moreira Júnior, quando este é ministro da marinha e do ultramar. Assume-se como seguidor do amaralismo, sempre em amizade com Moreira Júnior. Professor da Escola Colonial desde 28 de julho de 1906, considerado o pai da escola. Diretor-geral dos serviços centrais do ministério colonial. Diretor da Revista Portuguesa Colonial e Marítima. È durante quarenta anos dirigente da Sociedade de Geografia de Lisboa (desde 1911). Colabora intimamente com Bernardino Machado e com João Belo. Participa na Conferência de Washington sobre o desarmamento (1921). Negociador com a África do Sul e a Bélgica. Conselheiro do ministro João Belo (1926).