segunda-feira, 5 de setembro de 2016

O quarto e último ciclo imperial



O impulso mais tardio é o desencadeado a partir das feitorias e fortalezas africanas, quando tentamos largar a costa e a mera exploração contratual, do tráfico negreiro e das companhias comerciais, e nos lançamos nas campanhas de ocupação e no povoamento, sobretudo a partir do último quartel do século XIX, depois da Conferência de Berlim, naquilo que Quirino de Jesus qualifica com o terceiro império, por ocasião das primeiras comemorações henriquinas. É nesta senda que, ainda em regime republicano, participamos na Grande Guerra, não sem que antes, e depois, tentemos fechar a quadrícula, estabelecida pelas fronteiras, com sucessivas operações militares, onde se destacam João Teixeira Pinto na Guiné, Filomeno da Câmara, em Timor, ou Pedro Francisco Massano de Amorim e António Júlio da Costa Pereira d’ Eça, em Angola, para não falarmos nas operações cartográficas de Gago Coutinho, em África ou em Timor. Porque, segundo as palavras de António Vicente Ferreira, depois da descoberta, a conquista; depois da conquista, a colonização