sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Timor, ano de 1975




O febril ano de 1975, em Timor. Em 21 de janeiro, a UDT e a FRETILIN anunciam a unificação num Partido Nacionalista, para em 23 de fevereiro já proporem a independência imediata, mas entrando em rutura em 26 de março. Em 8 de agosto, João Carrascalão, dirigente da UDT, depois de visitar Jacarta, regressa a Díli, para, no dia seguinte, haver um golpe de Estado do partido. Seguem-se combates entre a UDT e a FRETILIN, com dois oficiais portugueses a aderirem à UDT (14 de agosto). Quatro dias depois, já militares timorenses prendem oficiais portugueses em Maubisse e em 18 de agosto já começa a guerra civil, com a FRETILIN a ocupar os quartéis portugueses em Díli. Em 26 de agosto, o governador Lemos Pires e a guarnição portuguesa abandonam a capital e instalam-se em Ataúro. No dia seguinte, a UDT, em Bobonaro, prende oficiais portugueses e familiares dos mesmos. Em 2 de setembro, Almeida Santos reúne-se com Lemos Pires em Ataúro e segue para Jacarta (11 de setembro). Em 18 de setembro, a UDT alia-se a outros pequenos partidos e forma o MAC (Movimento Anticomunista). Em 25 de setembro já se assinalam os primeiros confrontos entre a FRETILIN e forças indonésias. No dia 16 de outubro, forças indonésias já tomam posições no interior de Timor Leste e nas movimentações são assassinados cinco jornalistas em Balibó (2 australianos, 2 britânicos e 1 neozelandês). Em 28 de novembro, a FRETILIN proclama a independência de Timor Leste e, no dia seguinte, a Apodeti, a UDT, o Kota e Partido Trabalhista subscrevem a declaração de Balibó que proclama a integração de Timor Leste na Indonésia. E tudo culmina em 7 de dezembro, quando começa a invasão, com Portugal a cortar as relações diplomáticas com a Indonésia e apresentar queixa na ONU. Em 8 de dezembro, Lemos Pires e a guarnição abandona Ataúro, a bordo de duas corvetas. Na imagem, tropas de ocupação, em hostilidade.