sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Um nativista angolano, professor da Escola Colonial



António Assis Júnior (1887-1960). Diretor de A Província de Angola e de O Angolense, e fundador da revista Angola. Enquanto advogado, exerceu o cargo de procurador judicial das populações autóctones, sobretudo em litígios de expropriação de terrenos. Destacou-se como uma das figuras de maior relevo na vida intelectual angolana, em finais do século XIX e inícios do século XX. Escreveu Relato dos Acontecimentos de Dala Tando e Lucala (1917) e O Segredo da Morta (1935, um romance de costumes angolenses). Advogado e diretor d’ O Angolense, ativista da Liga Nacional Angolana. Começa por ser preso em 1917, acusado de ser um dos instigadores da chamada Revolta Nativista. Voltará a ser detido no tempo de Norton de Matos, em fevereiro de 1922, quando se assume como o advogado dos camponeses do Catete, em movimento reivindicativo. O governo de Luanda, além de encerrar o jornal e a tipografia Mamã Tite, extingue a Liga, havendo centenas de desterrados para Cabinda e Timor. Autor de Relato dos Acontecimentos de Dala Tanda e Lucala, 1917, e do romance O Segredo da Morta, de 1934. Na década de cinquenta foi-lhe fixada residência em Portugal, tendo, então, sido colaborado com Escola Superior Colonial, a convite de Rodrigo Sá Nogueira (1892-1979), publicando o Dicionário Kimbundu-Português, Luanda, Argente, Santos e Comp. Lda.