sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Um reformador da Escola Colonial



João Lopes Soares (1878-1970). Bacharel em teologia, capelão militar de 1902 a 1907. Superior do Colégio das Missões Ultramarinas, de Cernache do Bonjardim, em 17 de junho de 1911. Ministro das colónias do governo de Domingos Pereira, de 30 de março a 30 de junho de 1919, altura em que reorganiza a Escola Colonial que havia sido fundada em 1906. Pai de Tertuliano Lopes Soares e de Mário Soares. Participará em várias revoltas contra o Estado Novo. Fundador do Colégio Moderno. Maçom desde 1911, com o nome simbólico de Rousseau, também integrou a Carbonária Portuguesa. É com ele que se emite o Decreto nº 5.827, de 31 de maio de 1919, alargando o âmbito da Escola Colonial que, para além da formação de funcionários, passa a ter, entre os altos fins, a promoção da utilização dos recursos industriais e comerciais do ultramar, bem como o auxílio no que então se designa por propaganda dos interesses coloniais portugueses. Neste sentido, para além de um curso geral para funcionários civis e para militares, com três anos, institui-se um curso para colonos e empregados comerciais, com dois anos.